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Mesa do Bar



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Lexqui -Poesia, cortesia pacífica e bom humor
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Guiba® -De vez em quando passou aqui...
Khalil -Raros contos
Del Samba - Foram poesias, poesias e mais poesias
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Magro -Um boêmio que nos brindou umas duas vezes
Cadu Bill -
As resenhas sobre o cinema conteporâneo continuam em projeto solo

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Ice|Man, Baratinha, Bruno Leo



Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Alô alô! De volta à ativa depois de uns meses de férias forçadas: pelo trabalho e por ter esquecido a senha dessa joça...saudades desse Bar!

Segue, de entrada, um poema do Álvaro de Campos (uma das facetas do Fernando Pessoa) que a Maria Bethânia vem recitando no fim do seu show - Aliás, spbre o VivoRio: investiram no som ,mas tããão apertada a casa...excesso de cadeiras e mesas que competem com as nossas canelas. Qualquer movimento é a véspera de um esporro!

Ultimatum - De 1917...e de hoje, especialmente.

"Mandado de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu, reles esnobe plebeu
E tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
E tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante

E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhador
Para quererem deixar de trabalhar
Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos Passai por baixo do meu desprezo
Passai aristocratas de tanga de ouro
Frouxos
Passai radicais do pouco
Quem acredita neles?
Mandem isso tudo pra casa
Descascar batatas simbólicas
Fechem-me isso tudo a chave
E deitem a chave fora Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais as janelas
Do que todas as janelas que há no mundo
Nenhuma idéia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma idéia grão

E tu, Brasil...
O mundo quer a inteligência nova
O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está a apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada

Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um mundo novo
Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico
E saudando abstractamente o infinito" (Álvaro de Campos, 1917)




O garçon não traz seu comment?! Comenta aqui!!...

Mais uma dose do Ana Nery, no balcão às: 12:22