
Dois incidentes ilustram seu brilho. No primeiro, um belo garanhão foi oferecido para Filipe comprar, mas o animal parecia tão selvagem que ninguém se atrevia a dominá-lo. Alexandre, ainda adolescente, pediu para tentar e declarou que pagaria uma multa equivalente ao preço do cavalo caso não conseguisse. Os adultos riram dele. Mas o jovem perspicaz tinha observado uma coisa que ninguém mais notara: o cavalo estava assustado com a própria sombra. Com calma, virou o animal em direção ao sol, aquietou-o e montou. Deu-lhe o nome de Bucéfalo, cuja montaria o acompanharia em muitas batalhas.
O segundo incidente ocorreu alguns anos depois, na campanha da Ásia Menor. Na cidade de Górdio, um carro estava atado a seu varal com um nó tão intricado que não havia como desfazê-lo; segundo a lenda local, quem o desfizesse tornar-se-ia o senhor de toda a Ásia. Alexandre estudou o nó por um instante e depois simplesmente puxou o pino onde estava o nó, desfazendo-o.
Aos vinte anos saiu de casa para conquistar o mundo. Conseguiu. Pouco antes de atacar os persas, recebeu uma proposta - quase irrecusável - de paz do rei Dário, onde ele oferecia sua filha em casamento, 10 mil talentos de ouro e a terça parte de seu império. “Se eu fosse Alexandre, aceitaria”, aconselhou seu general e melhor amigo Parmênion. “Eu também, se fosse Parmênium”, respondeu Alexandre. Como o exercito inimigo era muito maior (especula-se cinco vezes maior), seus generais insistiram em fazer um ataque noturno de surpresa. Alexandre recusou. “Não vou furtar minha vitória” disse, e, com ar de suprema confiança, retirou-se para sua barraca. Acabou vencendo os persas em todas as batalhas que disputou. E a lenda virou História: tornou-se o senhor de toda a Ásia.
Procuro um filme cujo personagem (real) acima descrito – que a própria História nomeou como “O Grande” - apareça. Nada parecido com uma espécie de Édipo chorão que vi outro dia.
Bruno Barbosa
O garçon não traz seu comment?! Comenta aqui!!...
Mais uma dose do BruNo, no balcão às: 11:49











