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Domingo, Maio 07, 2006




“Mamãe sempre disse que a vida é como uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que vai encontrar”


É difícil escrever sobre filmes antigos – pois todos já os viram. Porém, após assistir o último e elogiado trabalho do Woody Allen, “Ponto Final”, decidi escrever sobre “Forrest Gump” (1994). Ambos possuem muito em comum: falam sobre a influência da sorte em nossos destinos e concluem que não basta ser bom para atingir o sucesso, ter sorte é fundamental.

Tudo começa com o vento soprando e uma leve pena flutuando... Até que esta encontra o nosso personagem.

Forrest era um menino que tinha tudo na vida para ter um destino medíocre: não nasceu rico; foi criado pela mãe, solteira, numa cidadezinha do Alabama; possuía sérios problemas nas pernas quando criança; e ainda era retardado.

No entanto, alguns anos mais tarde, este garoto conseguiu tornar-se herói da Guerra do Vietnã, campeão de futebol universitário e campeão mundial de tênis-de-mesa. Virou também um milionário no ramo do camarão, transformou-se em líder espiritual e casou-se com a mulher que amava. Mais além, ensinou Elvis a dançar, deu a letra de “Imagine” à Lennon, denunciou o escândalo de WaterGate, inspirou a frase “merdas acontecem” e a criação do “Smile”, e ainda conheceu três presidentes americanos. Um futuro brilhante, sem dúvida. Obra do destino ou do acaso?

Sua amiga Jenny, ao contrário, desde cedo, sempre foi uma garotinha muito esperta, aprendia as coisas rápido, parecia ter um futuro bastante promissor. Entretanto, em algum momento, perdeu as rumo das coisas e tornou-se uma drogada. Ironia?

Já o tenente Dan sempre acreditara no destino; seu tataravô morrera herói numa guerra americana; seu avô morrera também como herói na Primeira Guerra Mundial; seu pai na Segunda; e ele, logo, deveria ter morrido no Vietnã. Mas quando estava à beira da morte, passou por ele um soldado chamado Gump. Sorte?

Forrest Gump é um filme de tese. Sua idéia é que o destino seria como uma leve pena – como àquela que aparece no início e no fim -, sua trajetória seria como a brisa: sopraria aleatoriamente por aí... E dependendo da SORTE, ou do acaso, poderia te levar muito, mas muito longe.

Discordo completamente desta tese. Creio que a Sorte ajuda muito, mas que as rédeas de nosso futuro encontram-se em nossas mãos. Não podemos assim colocar a culpa de futuros insucessos inteiramente ao acaso. Todavia, pela criatividade apresentada na condução da história e afirmação de suas idéias, gosto muito deste filme.
Bruno Barbosa





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Mais uma dose do BruNo, no balcão às: 20:09