
Quando a vi pela primeira vez em “Encontros e Desencontros” (2003), belíssimo filme de Sofia Coppola, ela era quase uma ninfeta – talentosa e encantadora – na qual Nabocov nenhum poderia colocar defeito. Mas ela ainda era resistível! Bob, o decadente ator de meia idade vivido por Bill Murray, ficou transloucado pela menina; mas, no final, conseguiu raciocinar, medir as diferenças e agir racionalmente. Já em “Moça com Brinco de Pérola” (2003), surgia na tela uma deusa virgem, pura, recatada e, no entanto, muito, mas muito tentadora. Nem o mestre Vermeer resistiu; porém, não sucumbiu. Talvez esta musa ainda fosse resistível... Mas, neste último trabalho do Woody Allen, o forte e irônico “Ponto Final” (2005), Scarlett Johansson, a outrora musa virgem, cede lugar a uma ousada e picante mulher – e assim encontra-se totalmente IRRESISTÍVEL!!! Loura como o diabo, de vermelhos lábios grossos, pecaminosos... arrogantes... irresistíveis; já não há como não ceder ou dominar-se, é uma tentação incontrolável. Oscar Wilde dizia que “a única maneira de livrar-se de uma tentação é ceder a ela”. Declaro então o jovem Chris inocente. Não poderia então nada fazer, não o fez.
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Mais uma dose do BruNo, no balcão às: 18:50











